A herpes é uma das infecções mais comuns no mundo: segundo a Organização Mundial da Saúde, 67% da população com menos de 50 anos já entrou em contato com o vírus. No Brasil, estima-se que 95% da população já foi infectada.
Os vírus da herpes pertencem a um grande grupo, mas os mais conhecidos são:
- Herpes tipo 1 (HSV-1): geralmente causa lesões orais (herpes labial).
- Herpes tipo 2 (HSV-2): afeta a região genital, transmitida por contato sexual.
- Herpes tipo 3 (Herpes-zóster): reativação do vírus da catapora, conhecido como “cobreiro”.
🔴 Por que imunossuprimidos têm mais risco?
Pacientes com Doença Inflamatória Intestinal (DII), como Crohn e Retocolite Ulcerativa, muitas vezes utilizam imunossupressores ou biológicos para controlar a inflamação. Esses medicamentos reduzem a defesa do organismo e aumentam a chance de infecções, inclusive a herpes.
👉 Isso significa que:
- O vírus pode se manifestar com mais frequência;
- Os sintomas tendem a ser mais intensos e duradouros;
- Há maior risco de complicações, como dor crônica, cicatrizes e até comprometimento neurológico em casos graves.
⚠️ Sintomas que exigem atenção:
- Formigamento, coceira ou ardor no local afetado;
- Vermelhidão e pequenas bolhas com líquido claro;
- Dor intensa, principalmente em casos de herpes-zóster;
- Lesões genitais que podem dificultar a micção ou a vida sexual.
✅ Tratamento e prevenção:
O tratamento é feito com antivirais, pomadas e medicamentos para controle da dor e coceira.
Não existe cura definitiva, mas sim controle da reativação do vírus.
Prevenção inclui:
- Evitar compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
- Uso de preservativos nas relações sexuais;
- Evitar exposição solar excessiva, que pode reativar o vírus;
- Vacina contra herpes-zóster (disponível em clínicas privadas).
💡 Em imunossuprimidos, a prevenção e o tratamento precoce são ainda mais importantes, pois o quadro pode evoluir com complicações sérias, como paralisia facial, infecções oculares e dor persistente.
👉 Se notar os primeiros sinais de herpes, procure orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento por conta própria.
Até a próxima matéria!
Com carinho,
Yasmin











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