Nas Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, alcançar a remissão é um dos principais objetivos do tratamento. Mas existe um ponto importante que ainda gera dúvidas: nem toda remissão é igual.
O que é remissão clínica?
A remissão clínica acontece quando o paciente apresenta melhora ou ausência dos sintomas.
Isso inclui redução ou desaparecimento de sinais como dor abdominal, diarreia, sangramento e urgência para evacuar. Na prática, é quando o paciente volta a ter uma rotina mais próxima do normal.
Apesar de ser um avanço importante, a remissão clínica não garante, sozinha, que a inflamação intestinal desapareceu completamente.
O que é remissão endoscópica?
A remissão endoscópica é avaliada por meio de exames, como a colonoscopia.
Nesse caso, o médico observa diretamente a mucosa do intestino e verifica se ainda existem sinais de inflamação, úlceras ou lesões.
Ou seja, mesmo que o paciente esteja sem sintomas, o exame pode mostrar que a doença ainda está ativa em nível microscópico ou estrutural.
Por que essa diferença é tão importante?
Durante muito tempo, o foco do tratamento era apenas aliviar os sintomas. Hoje, sabe-se que controlar apenas a parte clínica pode não ser suficiente.
A presença de inflamação silenciosa pode levar a complicações no longo prazo, como piora da doença, necessidade de internações ou intervenções cirúrgicas.
Por isso, o conceito de “remissão profunda” ganhou força e significa que há controle dos sintomas e ausência de inflamação visível nos exames.
O objetivo do tratamento hoje:
Atualmente, a medicina busca não apenas fazer o paciente se sentir melhor, mas também controlar a inflamação de forma mais completa.
Isso envolve acompanhamento regular, realização de exames e, quando necessário, ajustes no tratamento.
Cada caso é individual, e as decisões devem sempre ser feitas em conjunto com a equipe médica.
Entender a diferença entre remissão clínica e remissão endoscópica é um passo importante para o paciente participar ativamente do seu tratamento.
Mais do que ausência de sintomas, o objetivo é alcançar um controle mais profundo da doença com mais segurança, menos complicações e melhor qualidade de vida ao longo do tempo.
Até a próxima matéria!
Com carinho, Yasmin











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