TODO MUNDO QUE TEM DII PRECISA FAZER CIRURGIA?
Conviver com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa pode impactar profundamente a rotina e a qualidade de vida. Apesar disso, nem todas as pessoas com Doença Inflamatória Intestinal precisam passar por cirurgia ao longo da vida.
O acompanhamento adequado com uma equipe multidisciplinar (gastro, procto, nutricionista, psicólogo…), é essencial. Em muitos casos, esse cuidado garante remissão prolongada, qualidade de vida e controle dos sintomas.
Mas em outros, a cirurgia pode ser a melhor forma de recuperar a saúde, melhorar crises graves ou prevenir complicações.
As DIIs são doenças autoimunes e crônicas. Isso significa que o organismo ataca estruturas do próprio intestino, gerando inflamação persistente. Na prática, o paciente pode apresentar diarreia, dor abdominal, sangramento, febre, fadiga, perda de peso e desnutrição.
🔵 TRATAMENTO CLÍNICO: A PRIMEIRA ETAPA
O primeiro passo para controlar a DII é o tratamento medicamentoso, que não cura a doença, mas leva à remissão, que são períodos em que os sintomas diminuem/desaparecem e os exames normalizam.
Os medicamentos mais usados são:
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corticoides
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imunomoduladores
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imunossupressores
- aminossalicilatos
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terapias biológicas
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antibióticos
- pequenas moléculas
Com ajustes adequados, a remissão pode durar meses ou até anos.
Graças ao diagnóstico precoce e às novas terapias avançadas, o número de cirurgias tem diminuído ao longo dos anos.
🔵 MAS, ENTÃO… QUEM PRECISA DE CIRURGIA?
Apesar dos avanços, uma parte dos pacientes vai precisar de intervenção em algum momento:
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Até 45% das pessoas com Retocolite Ulcerativa
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Até 75% das pessoas com Doença de Crohn
Esses números representam “ao longo da vida” e não significam que todos os pacientes operam logo após o diagnóstico.
A cirurgia costuma ser indicada em situações como:
➤ 1. Falha do tratamento clínico
Quando o paciente não responde mais aos medicamentos e vive em crises consecutivas que prejudicam rotina, sono, trabalho, relacionamentos e saúde mental.
➤ 2. Perda de resposta aos fármacos
Muitas pessoas têm anos de remissão… até que o organismo deixa de responder aos remédios.
Nesses casos, a cirurgia pode restaurar qualidade de vida.
➤ 3. Risco aumentado de câncer colorretal
A DII aumenta o risco de câncer, especialmente após 8–10 anos de doença. Por isso, colonoscopias de vigilância são fundamentais.
Quando o exame encontra displasia, a cirurgia é indicada para prevenir o desenvolvimento do tumor.
🔵 CIRURGIAS DE URGÊNCIA
Algumas complicações exigem intervenção imediata, como:
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crise súbita e grave de retocolite
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hemorragias severas
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perfuração do cólon
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obstrução intestinal
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fístulas complexas
Nesses casos, operar é uma questão de segurança e sobrevida.
🔵 E O MAIS IMPORTANTE: A CIRURGIA NÃO É O FIM…
Para muitos pacientes de DII, a cirurgia é o começo de uma vida com menos dor e mais estabilidade.
Ela pode evitar complicações graves, melhorar a absorção de nutrientes, reduzir crises, prevenir câncer e restaurar qualidade de vida.
E o acompanhamento continua, inclusive com medicação, para manter a doença sob controle após o procedimento.
Até a próxima matéria!
Com carinho,
Yasmin











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