Agosto é conhecido como o mês dourado da amamentação. A cor dourada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite materno, considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida. Esse mês foi criado para conscientizar e incentivar o aleitamento materno, reconhecendo sua importância para a saúde da criança, da mãe e da sociedade como um todo.
Como nutricionista e mãe, eu sempre soube da importância da amamentação. Mas foi na prática, com a chegada dos meus filhos, que tudo ganhou um novo significado. Com o Samuel, meu primogênito, amamentei até os dois anos de idade. A caminhada teve seus altos e baixos, mas foi linda. Não faltaram noites em claro, inseguranças, dores e aprendizados. Mas cada etapa me mostrou o quanto amamentar vai muito além de alimentar. É um ato de amor, conexão e cuidado profundo.
Agora, com a chegada da minha filha Sophia, que está com cinco meses, revivo essa experiência com um novo olhar. Estou em plena fase de amamentação exclusiva, como é recomendado pela Organização Mundial da Saúde: até os seis meses de vida, o bebê deve receber apenas leite materno, sem necessidade de água, chás ou outros alimentos. Depois disso, a introdução alimentar acontece aos poucos, mas a amamentação pode (e deve, se possível) continuar até dois anos ou mais.
Os benefícios são muitos. Para o bebê, o leite materno fortalece o sistema imunológico, previne infecções, reduz o risco de alergias e contribui para o desenvolvimento neurológico. Para a mãe, auxilia na recuperação pós-parto, reduz o risco de câncer de mama e ovário, além de fortalecer o vínculo com o filho.
Mas eu sei que amamentar não é simples. Exige paciência, apoio, rede de acolhimento e muita força emocional. Cada mãe vive uma realidade, e não existe espaço para culpa ou comparação. O que existe é amor. Cada gota de leite materno oferecida já é uma grande vitória.
Neste Agosto Dourado, deixo minha homenagem a todas as mães que amamentam, que tentam, que choram, que persistem e que se entregam. E também às mães que, por qualquer razão, seguiram outros caminhos com o mesmo amor.
Amamentar é mais do que nutrir. É presença, entrega e conexão. E, por aqui, seguimos vivendo essa fase com toda a doçura e verdade que ela merece.
Com carinho,
Vanessa Cunha
Nutricionista e mãe do Samuel e da Sophia










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