Em meio ao ambiente hospitalar, marcado por rotinas intensas e, muitas vezes, momentos de dor e incerteza, uma visita especial pode mudar tudo: a de um pet terapeuta. Programas de pet terapia têm ganhado cada vez mais espaço em hospitais públicos e privados de várias regiões do país, levando conforto, carinho e até benefícios clínicos a pacientes de todas as idades.
A técnica, chamada oficialmente de Terapia Assistida por Animais (TAA), conta com a atuação de cães, gatos e até coelhos treinados, acompanhados de voluntários e profissionais da saúde. Os resultados são visíveis: melhora do humor, redução da ansiedade e da dor, estímulo à comunicação e até aceleração da recuperação em alguns casos.
“Quando o Thor chega, os olhos dos pacientes brilham. É como se a enfermaria mudasse de clima na mesma hora”, conta a enfermeira Carla Menezes, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, que participa de um programa de visitas com animais desde 2022. “Ele já é um membro da equipe.”
As visitas são previamente autorizadas por médicos e familiares, respeitando normas rígidas de higiene e segurança. Os animais passam por treinamentos específicos e exames de saúde regulares.
“O bem-estar do animal também é prioridade. Ele precisa gostar de interagir, não pode se estressar”, explica Juliana Azevedo, adestradora e voluntária da ONG Patas do Bem.
Os benefícios não se limitam aos pacientes. Profissionais da saúde também relatam alívio do estresse e fortalecimento da empatia ao interagir com os pets.
“Em dias difíceis, só de ver o sorriso de um paciente ao abraçar um cachorro, já sentimos que tudo vale a pena”, diz o psicólogo hospitalar Henrique Luz.
Enquanto a medicina avança com tecnologia e inovação, iniciativas como essa mostram que, às vezes, o remédio mais eficaz pode ser simplesmente o afeto — e uma lambida no rosto.










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