Hoje, com tantos avanços nos tratamentos de doenças autoimunes em comparação às décadas passadas, é comum ouvir falar em “remissão”. E, junto disso, surge uma dúvida muito frequente entre os pacientes: “Mas eu vou me curar?”
Para quem enfrenta uma doença, seria ótimo poder dizer essa frase e saber que está livre de um problema para sempre. Mas você sabia que, em muitos casos, a pessoa pode passar anos sem sintomas e ainda assim continuar tendo a doença?
Isso acontece porque existe uma diferença importante entre cura e remissão, e compreender esses conceitos ajuda a lidar melhor com o tratamento e com as expectativas.
🔹 O que é remissão?
Remissão é o período em que a doença está sob controle. Ou seja, o paciente pode não apresentar sintomas e os exames podem não mostrar sinais de inflamação, isso é chamado de remissão completa.
Mas isso não significa cura, pois ainda existe o risco de os sintomas voltarem ou de a inflamação estar controlada apenas com o uso contínuo de medicamentos.
Doenças como Doença de Crohn, Retocolite Ulcerativa, Lúpus, Artrite Reumatoide, Psoríase, Esclerose Múltipla e Espondilite Anquilosante são exemplos de condições autoimunes que não têm cura, mas que podem ficar inativas por longos períodos com o tratamento adequado.
🔹 Como alcançar e manter a remissão?
Para aumentar o tempo em remissão, é essencial que o paciente:
- Não interrompa o tratamento por conta própria;
- Siga a orientação médica e realize os exames de acompanhamento;
- Tenha uma alimentação equilibrada;
- Evite o tabagismo;
- Pratique atividade física regularmente;
- Durma bem e cuide da saúde mental.
Esses hábitos ajudam o corpo a se manter em equilíbrio e reduzem o risco de crises.
🔹 Como saber se a doença está em remissão?
A avaliação é feita com base em diferentes métodos, como:
- Índice de Harvey-Bradshaw (IHB), usado para medir a atividade da Doença de Crohn;
- Biópsias da mucosa intestinal, que analisam se há inflamação microscópica;
- Exames de imagem, que mostram se houve cicatrização da mucosa intestinal, um dos sinais de remissão profunda;
- Marcadores sanguíneos e fecais, que indicam o nível de inflamação.
Detectar a doença precocemente e iniciar um tratamento especializado e contínuo aumenta muito as chances de alcançar e manter a remissão.
🔹 E a cura?
Na cura, a pessoa faz um tratamento por um período determinado e, depois disso, a doença desaparece completamente, sem necessidade de continuar com medicações ou acompanhamento.
Infelizmente, esse não é o caso das Doenças Inflamatórias Intestinais, que são crônicas e autoimunes.
Porém, a boa notícia é que, com os avanços da medicina e os cuidados adequados, é possível viver longos períodos sem sintomas e com qualidade de vida.
💬 Conclusão:
A Doença Inflamatória Intestinal não tem cura, mas pode ser controlada. Entender a diferença entre cura e remissão ajuda o paciente a encarar o tratamento com mais consciência, responsabilidade e esperança.
Com acompanhamento médico, adesão ao tratamento e uma rotina equilibrada, é possível viver bem mesmo com uma doença crônica.
Até a próxima matéria!
Com carinho,
Yasmin











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