Sim, quem tem Doença Inflamatória Intestinal (DII) pode e deve praticar exercício físico, desde que respeite seus limites e siga orientação médica.
Diversos estudos demonstram que a prática regular de atividade física está associada à melhora da qualidade de vida, à redução de sintomas intestinais e à prevenção da osteoporose, condição muito comum em pessoas com DII.
A atividade física traz benefícios que vão muito além do corpo. Acredita-se que ela:
Melhora a resposta imunológica;
Contribui para o equilíbrio do estado psicológico;
Auxilia no estado nutricional;
Ajuda no ganho e manutenção de massa muscular e óssea.
Esses fatores são especialmente importantes porque a má absorção intestinal, comum nas DIIs, pode comprometer músculos e ossos ao longo do tempo.
Estima-se que 30% a 60% das pessoas com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa apresentem densidade óssea abaixo da média.
Isso acontece porque os sintomas da doença e alguns tratamentos podem alterar o índice de massa corporal (IMC), favorecendo a redução da densidade mineral óssea (osteoporose) e da massa muscular, o que impacta diretamente a qualidade de vida.
O exercício físico, principalmente os de baixo e moderado impacto, é um grande aliado na prevenção dessas complicações.
Apesar dos benefícios, a prática de atividade física não deve ser feita sem orientação.
👉 Apenas o médico poderá indicar:
O melhor tipo de exercício;
A intensidade adequada;
O momento ideal para praticar, de acordo com a fase da doença.
Em pacientes com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa em remissão, sem complicações, exercícios de baixa a moderada intensidade costumam ser seguros e benéficos.
Já durante períodos de crise, o mais indicado é priorizar o controle dos sintomas e retomar as atividades gradualmente após a melhora do quadro.
Exercício físico não é inimigo de quem tem DII, pelo contrário: quando bem orientado e respeitando os limites do corpo, ele pode ser um grande aliado na saúde física, mental e na qualidade de vida.
Movimentar o corpo é importante, mas escutar o próprio corpo é essencial.
Sempre converse com seu médico 💙
Até a próxima matéria!
Com carinho, Yasmin

Yasmin Rigueto é Química formada pela Universidade Federal Fluminense, Possui pós-graduações nas áreas ambiental e da saúde; diagnosticada com Crohn em 2019 e autora do perfil no instagram "Meu diario de Crohn".
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