Você sabia que pessoas imunossuprimidas têm mais chances de desenvolver tuberculose?
Essa doença infecciosa ainda é um grande desafio de saúde pública e merece atenção especial de quem faz uso de medicamentos imunossupressores, como é o caso de muitos pacientes com Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), artrite, lúpus e outras doenças autoimunes.
🔹 O que é tuberculose?
A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (também conhecida como bacilo de Koch).
Apesar de afetar principalmente os pulmões, ela pode atingir outros órgãos, como ossos, rins, pele, olhos e até o cérebro.
A doença é transmitida pelo ar, quando uma pessoa com tuberculose ativa tosse, fala ou espirra, liberando gotículas contaminadas.
🔹 Por que imunossuprimidos têm mais risco?
O sistema imunológico enfraquecido, seja por medicamentos, doenças autoimunes ou transplantes, aumenta a vulnerabilidade à infecção por tuberculose.
Além disso, pacientes imunossuprimidos têm maior chance de desenvolver a forma ativa da doença, mesmo que tenham sido infectados no passado e a infecção estivesse “adormecida” (tuberculose latente).
Por isso, antes de iniciar um tratamento imunossupressor, é fundamental realizar o rastreio da tuberculose latente, com exames como o PPD ou IGRA.
🔹 Tipos de tuberculose:
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Tuberculose ativa: o bacilo está se multiplicando, há sintomas e risco de transmissão.
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Tuberculose latente: o bacilo está no organismo, mas inativo (sem sintomas nem contágio). Essa forma pode se tornar ativa se o sistema imune enfraquecer.
🔹 Principais sintomas:
Os sintomas da tuberculose ativa incluem:
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Tosse persistente por mais de 3 semanas;
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Febre baixa, principalmente ao entardecer;
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Suor noturno;
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Perda de peso e de apetite;
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Cansaço e mal-estar geral;
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Em alguns casos, presença de sangue no escarro.
🔹 Diagnóstico:
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais e de imagem, como:
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Radiografia de tórax;
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Exame de escarro (baciloscopia e cultura);
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Teste tuberculínico (PPD) ou IGRA;
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Testes moleculares (NAAT), quando disponíveis.
Em pessoas imunossuprimidas, esses exames são ainda mais importantes para detectar precocemente a infecção.
🔹 Tratamento:
O tratamento da tuberculose é feito com antibióticos específicos por 6 a 9 meses, geralmente com acompanhamento em Unidades de Saúde, onde os medicamentos são fornecidos gratuitamente.
Durante as primeiras semanas de tratamento, a pessoa pode transmitir a doença, mas após esse período, deixa de ser contagiosa.
É essencial seguir o tratamento corretamente até o fim, mesmo com melhora dos sintomas, para evitar resistência bacteriana.
Casos de tuberculose resistente exigem acompanhamento em centros de referência especializados.
🔹 Prevenção:
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Vacina BCG: protege contra as formas graves da tuberculose e é aplicada em dose única, geralmente logo após o nascimento;
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Boa ventilação dos ambientes e higiene respiratória (como cobrir a boca ao tossir);
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Evitar contato próximo com pessoas com tuberculose ativa até o início do tratamento;
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Realizar o rastreio antes de iniciar medicamentos imunossupressores, conforme orientação médica.
🔹 Conclusão:
A tuberculose é uma doença prevenível e tratável, mas exige atenção redobrada em pessoas imunossuprimidas.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações e proteger quem está ao redor. Com o acompanhamento médico certo e adesão ao tratamento, a chance de recuperação é excelente. 💜
Até a próxima matéria!
Com carinho,
Yasmin











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